Lukie vs Filomena Maricoa
Lukie vs Filomena Maricoa
Duas vozes que continuam a carregar a música moçambicana
Falar de música moçambicana hoje é falar de continuidade. Continuidade de vozes, de estilos e de gerações. Nesse cenário, dois nomes femininos ocupam lugar de destaque: Lukie e Filomena Maricoa.
Não como rivais, mas como referências de tempos diferentes que hoje coexistem.
Filomena Maricoa: ícone que marcou, marca e continua a marcar
Filomena Maricoa é, sem exagero, uma das maiores referências da música moçambicana. Começou a sua trajetória muito antes de Lukie e construiu uma carreira que atravessou fronteiras, levando a música nacional a palcos internacionais, incluindo Portugal e meios como a RTP África.
Para além de cantar em português, Filomena também interpreta músicas na sua língua materna, fortalecendo a identidade cultural, especialmente na província de Nampula, onde a sua presença artística foi e continua a ser muito forte.
Entre os seus maiores sucessos estão:
- “Dor de Cotovelo” (2018) – 13 milhões de visualizações
- “Fininho” (2021) – 9,4 milhões
- “Girar Moeda” (2022) – 6,8 milhões
- “Chupa Dedo” (2023) – 1,4 milhões
Na sua discografia destacam-se ainda:
- A EP “Tempo” (2017)
- O álbum “Resiliência” (2021), considerado um dos marcos da sua carreira.
Hoje, mesmo não vivendo o auge mediático de outros tempos, Filomena continua ativa, continua a cantar e continua a emocionar — agora com uma presença mais madura, mas com o mesmo respeito do público.
Nas redes sociais, os números confirmam o seu estatuto:
- 1,2 milhões de seguidores no Facebook
- 187 mil no YouTube
- 184,2 mil no Instagram
Filomena não é apenas alguém que marcou uma geração.
Ela é uma referência permanente quando se fala de música moçambicana.
Lukie: a nova força que cresce e representa
Lukie, surge como uma das artistas mais fortes da nova geração feminina. A sua carreira começou a ganhar forma por volta de 2020, mas foi nos últimos três a quatro anos que o seu nome se espalhou por todo o país.
Cantando em português e também na sua língua materna, Lukie construiu uma identidade moderna, sem perder a ligação às suas raízes culturais de Cabo Delgado.
Entre alguns dos seus temas mais marcantes estão:
- “Vão Falar” (2023) – 9,7 milhões de visualizações
- “Não Chora” (2024) – 997 mil visualizações
- “Meu Txi” (2023) – 229 mil visualizações
- “Kalay” (2020) – 355 mil visualizações, música que impulsionou a sua visibilidade nacional
A artista lançou ainda:
- O álbum “É Real” (2020)
- A EP “Nteko” (2023)
Nas redes sociais, Lukie soma hoje:
- 250,1 mil seguidores no Instagram
- 93,7 mil no YouTube
- mais de 577 mil no Facebook
Os números mostram que Lukie já não é apenas promessa:
é uma realidade firme da música moçambicana atual.
Não é disputa, é coexistência
Colocar Lukie e Filomena Maricoa no mesmo artigo não é criar competição.
É reconhecer que:
- Filomena começou antes, construiu a estrada e continua presente.
- Lukie chegou depois, mas já ocupa espaço nacional.
- Ambas cantam.
- Ambas têm público.
- Ambas representam Moçambique — cada uma no seu tempo e no seu estilo.
A diferença não está em quem é maior.
Está em como a música feminina moçambicana se renova sem perder as suas raízes.
Filomena é história viva.
Lukie é presente em expansão.
E juntas mostram que a voz da mulher na música moçambicana não enfraqueceu — multiplicou-se.
Nota ao Leitor
A Revista Celebridades abre espaço para a opinião pública.
➡ Para si, leitor:
Filomena Maricoa continua a ser a maior referência feminina da música moçambicana?
Ou Lukie já representa a nova face dominante dessa força artística?
Não se trata de escolher vencedora.
Trata-se de reconhecer trajetórias.
Partilhe a sua opinião e participe deste debate cultural.

Participar na conversa